quinta-feira, 24 de junho de 2010

Aprendi a amar a ausência....



Como diz Carlos Drumont de Andrade: Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência assimilada,ninguém a rouba mais de mim.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Um vinho para aquecer a alma....

Quero  o mais seco, e mais velho dos vinhos...É o mais indicado para degustar com minha alma neste momento....
Ele se tornará tão doce e sóbrio que uma taça não será o suficiente para mim....
Quero usa-lo como elixir para minhas dores....e anseios...sua embriaguez servirá como passaporte para fugir deste lugar frio e desolado em que me encontro....vou embusca do sol...do calor...da cor....
Que sua tintura me rubre o rosto me dando um ar de felicidade e saúde mesmo que for por alguns instantes...
Quero desfrutar do lado lúdico dessas uvas...curtidas...pisadas....porém sempre cobiçadas...


Bjos Alice...